Triciclo Holly Trikes – Matéria no Jornal O Globo

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Triciclo Holly Trikes – Matéria no Jornal O Globo

Engenheiro cria projeto de adaptação de Harley-Davidson em triciclo

Iniciativa, pioneira no país, surgiu depois de uma viagem aos EUA em 2011

por Thalita Pessoa

NITERÓI — Em visita aos Estados Unidos, em 2011, o engenheiro mecânico e motociclista Hudson Costa Santos observou algumas Harley-Davidson adaptadas como triciclo. Na volta ao Brasil, resolveu desenvolver um projeto que permitisse que a sua Touring, modelo de luxo da marca, ano 2012, também voasse sobre as três rodas. Foram seis meses de projeto e um ano de espera até que o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) desse o sinal verde para o veículo recriado por ele ir às ruas.Depois disso, Santos abriu a Holly Trikes, tornando-se o único fabricante do país que comercializa o produto, fruto da transformação veicular de Harley em tricilclo no estilo Triglide, totalmente legalizado. Por conta disso, estará presente no Salão Moto Brasil 2016, que será realizado de 28 a 31 deste mês, no Riocentro.

— A minha moto foi a que serviu de cobaia para o projeto, que se aproveitou de peças automotivas, porque elas eram as que melhor se adaptavam à proposta. E, considerando-se a quantidade de buracos que há em nossas ruas e estradas, fiz questão de criar uma estrutura com suspensões independentes. Sobre essa estrutura, montamos um chassi de fibra de carbono — diz ele, que, desde o fim de 2014, quando montou a oficina, já adaptou cinco Tourings, único modelo com o qual trabalha.

Da traseira original da moto, ele aproveita os bancos em couro com alto-falante e o porta-bagagem, normalmente usado para comportar dois capacetes. Este último fica apoiado sobre o chassi criado por Santos, que tem um porta-malas. O tempo para montagem é de 60 dias, em média, e o valor varia entre R$ 45 mil e R$ 50 mil — o que representa cerca de 50% do valor da moto recém-saída de fábrica, cujo custo flutua entre R$ 80 mil e R$ 103 mil.

OFICINA EM PENDOTIBA

Para receber o aval do Denatran para o projeto, o engenheiro teve de seguir as determinações da legislação de transformação veicular, submetendo documentação e resultados de testes de frenagem.

— Como aumentamos o peso do veículo, a única desvantagem notada é sobre a velocidade máxima que pode ser atingida. Com os 70 quilos a mais incorporados à Harley, em vez dos 170km/h, chega-se a 150 km/h — explica ele.

Todo o trabalho é feito em uma oficiana criada em meio ao local de montagem de elevadores residenciais para cadeirantes, negócio que deixou de herança e que hoje é tocado pelos filhos, em Pendotiba. Hoje com 65 anos, Santos vê com entusiasmo um possível recomeço profissional nascido a partir de um hobby.

— Sou motociclista desde os 20 anos, quando comprei minha primeira moto, que sequer andava. Praticamente morava na oficina do meu pai, onde aprendi a mexer no veículo. Na época, não tinha dinheiro para comprar uma nova, então adquiri esta usada e a consertei. Mas ter uma Harley Davidson é realmente diferente, porque não é só ter uma moto, é ser introduzido em um estilo de vida. Eu me casei com ela — afirma, sem qualquer sombra de dúvida.

A Holly Trikes é um dos 80 expositores do Salão Moto Brasil, cuja edição deste ano contará com mais de 120 marcas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/bairros/engenheiro-cria-projeto-de-adaptacao-de-harley-davidson-em-triciclo-18412239#ixzz3wTwM0iut
© 1996 – 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

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1 Comentário

Leticia

12 de janeiro de 2017 at 8:46 pm

Gostei.

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